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Juvenal Juvêncio dá entrevista divertida à TV e vira um dos assuntos mais comentados no Twitter

Juvenal: "não tem fórmula de computador: 'pegue no 33, acione que vem fórmula mágica'. Não existe isso"Uma animada entrevista ao vivo do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, ao repórter André Plihal, do canal esportivoESPN Brasil, fez com que o folclórico presidente são-paulino fosse parar entre os assuntos mais comentados da rede social Twitter.

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Sem medo de ser feliz (ou infeliz), Juvenal desandou a falar. Sobrou, entre outros alvos, para o próprio time que preside e até para o estádio Independência, local do jogo desta noite contra o Atlético-MG, pelas oitavas de finais da Libertadores: "uma arapuca".

A seguir, os melhores (ou piores) momentos do show do Juvenal Juvêncio na TV:

Sobre estádio onde o Atlético manda seus jogos:

"Tem um estádio enorme e joga num estádio pequeno. O governo tem gastado bilhões nesse processo [de estádios para a Copa de 2014], aí eles jogam numa arapuca [estádio Independência]. Não jogam lá [no Mineirão]. Veja a mentalidade do nosso dirigente futebolístico".

Aos críticos do clube do Morumbi:

"Não gostam de clubes que têm as posições que tem o São Paulo, que tem orgulho delas. Ficam quietos".

Após saber do repórter que telespectadores estavam adorando a entrevista:

"Quem não gosta disso [declarações do presidente] são os meus inimigos. Hahaha".

Sobre o atual time do São Paulo:

"O time de 2013 é bom. É circunstância. Expulsa lá, suspenso ali, faz não sei o quê. Faz diferença. Eu acho que tem um detalhe pra corrigir e acho que estamos chegando próximo de corrigir".

Sobre temor dos adversários no período vencedor do time:

"Nós fomos três vezes campeões brasileiros seguidos e eu me lembro de uma frase do Márcio Braga [ex-presidente] do Flamengo não sei o quê: 'se o São Paulo ganhar a quarta, vai ser uma desgraça para o futebol brasileiro'. Na visão dele, o São Paulo que tem o maior capital em futebol, a maior estrutura, o maior imobilizado, a melhor organização, que é o que mais cresce, que permeia muito facilmente na juventude, da melhor distribuição geográfica, na distribuição de renda, se vai à quarta [conquista nacional], aniquila".

Sobre como montar um time vencedor:

"Isso não tem uma fórmula de computador: 'pegue no 33, acione que vem uma fórmula mágica'. Não existe isso. Você vai aqui, vai acolá, jogadores fantásticos lá no adversário e aqui não joga. Eu não vou citar nomes, mas eu tenho dentro aqui do meu plantel, que eu trouxe, que eu sei quanto custou e também o trabalho e a inteligência jogada nesse processo, mas não correspondeu".

O mundo é mundo e é assim:

"Isso não vai mudar. Enquanto futebol for futebol, só quem entende dessa história sabe que vai acontecer de jogador jogar lá e não joga aqui. O mundo é mundo e é assim".

Ligam e...não ligam:

"Quantos jogadores eu mandei pro exterior com preço altíssimo e 15 dias depois me ligam e diz: 'doutor, eu quero voltar". Questionado pelo repórter, André Plihal, sobre quem liga para ele com esse tipo de abordagem, presidente recuou: "não, não ligam, mas tem umas pessoas aí que têm vontade de voltar, porque o futebol europeu, com as exceções de praxe, está quebrado".

Boicote de clubes à conduta do São Paulo nas categorias de base:

"Isso é um processo que tá na bíblia e chama 'inveja'. Tem que por [jovens jogadores] no São Paulo porque é o melhor lugar que tem, a estrutura lá é colossal, o cara dorme, o cara estuda, tem aula, tem inglês, tem castelhano, tem alimentação balanceada, tem disciplina e se você não formar o atleta, você forma o cidadão. Aonde? No Morumbi. Em outros lugares, dorme debaixo da escada, dão um colchão para ele lá, comida é aquela. Onde que a mãe e o pai quer pôr o jovem de 14, 15 anos? No Morumbi. O moleque vai lá visitar, chora e não quer embora".

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