NOVA YORK - Avaliada em US$ 150 mil, a gravura do surrealista Salvador Dalí roubada de uma galeria em Manhattan na semana passada foi devolvida a Nova York pelo serviço de investigação postal dos Estados Unidos nesta sexta.
- Investigadores interceptaram no Aeroporto Internacional John F. Kennedy anter de ser despachada para entrega - disse a porta-voz dos correios norte-americanos, Donna Harris.
Medindo aproximadamente 29 por 35 centímetros, "Cartel de Don Juan Tenorio" foi levada da recém-inaugurada galeria Venus Over Manhattan no dia 19 de junho por um ladrão que vestia uma camiseta quadriculada. Ele simplesmente tirou a obra da parede, colocou dentro de uma sacola de compras e saiu caminhando da galeria instalada no número 980 da Madison Avenue, em Upper Est Side, região nobre de Nova York. O quadro estava pendurado ao lado de uma série de outros trabalhos da mostra inaugural montada pela galeria, "A Rebours".
Na semana passada, a polícia divulgou imagens da câmera de segurança onde foi possível identificar a marcante padronagem da camiseta usada pelo ladrão.
- Havia um guarda de segurança parado ao lado da obra - diz o proprietário, Adam Lindemann. - Mas não entendo como ele não achou suspeito um cara jovem, transpirando, com uma sacola a tiracolo. Não entendo também o que alguém faz com um Dalí roubado!
Donna Harris disse que a resposta é simples: não há um motivo específico para isso - sobretudo por obras de arte deste porte não poderem ser vendidas.
- Ladrões que roubam arte simplesmente o fazem porque acham a obra bacana - completa Donna completa. - Atualmente, não há detenções vigentes sobre casos assim.
A porta-voz diz que a galeria recebeu um email no começo da semana informando que "Cartel de Don Juan Tenorio" havia retornado do destinatário. O email tinha, inclusive, um código de rastreamento. Daí a galeria contatou a polícia e os detetives acionaram o serviço de investigação, que interceptaram o pacote no aeroporto.
O retorno da gravura foi reportado online pelo New York Post nesta sexta. Uma mulher que atendeu o telefone na Venus Over Manhattan disse que a galeria não quer comentar o caso. Colecionador, curador e crítico de arte, Adam Lindemann, que na última passada disse que sua galeria ia cooperar com a polícia, não retornou as ligações no New York Times.

