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    Egito julgará dois jornalistas acusados de insultar presidente Mursi

    Cairo, 13 ago (EFE).- A Procuradoria Geral egípcia anunciou nesta segunda-feira que o diretor de um canal de televisão e o redator chefe de um jornal deverão se apresentar em um tribunal penal para responder a uma acusação por injúrias contra o presidente do país, o islamita Mohammed Mursi.

    Fontes judiciais disseram à Agência Efe que o diretor da rede de televisão "Al-Faraeen", Tawfiq Okasha, foi acusado de crime contra a segurança por insultos ao líder e por instigar seu assassinato.

    O redator chefe do jornal "Al-Dostour", Islam Afifi, é acusado de divulgar informações falsas que denegriram Mursi, ameaçaram a segurança pública, desestabilizaram o país e aterrorizaram os cidadãos.

    Segundo as mesmas fontes, o Ministério Público averiguou nos últimos dias várias denúncias apresentadas contra Okasha e Afifi e achou indícios suficientes para abrir um processo no tribunal penal do Cairo. A data da primeira audiência ainda não foi marcada.

    As autoridades egípcias já ordenaram na semana passada a suspensão durante um mês do canal "Al Faraeen" após pedido apresentada pelo Partido Liberdade e Justiça (PLJ), ligado à Irmandade Muçulmana.

    O partido, liderado pelo próprio Mursi antes de sua eleição, acusou Okasha de difamar e incitar à violência contra o PLJ e seu líder. EFE

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